quinta-feira

A desigualdade é basicamente uma questão de consciência do próprio oprimido

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#BlogActionDay2014

A #desigualdade é tão antiga como o próprio homem ou suas relações. Tão antiga que parece até natural, normal, o que leva a grande maioria das pessoas a nem percebê-la como tal, como anormal que é.

Esta aparente naturalidade nos faz conviver com verdadeiros paroxismos de injustiças e crueldade, que indigna a poucos de nós e muito menos nos movemos no sentido de fazer algo para mudar a coisa.

Quando incomoda optamos pelo execício da caridade, da ajuda humanitária, quando separamos algo, algum dinheiro, que usamos para acalmar, para apascentar algum vestígio,  impulso ou sensação de pena, solidariedade ou injustiça, mas, quase sempre de efeito temporário ou localizado.

É o que acaba por alimentar as inúmeras ONGs, entidades variadas e/ou instituições a cuidar de administrar esta nossa crise de “consciência pesada”.

É bom! Graças a elas as pessoas que contribuem acabam por ajudar muitos dentre os cerca de um bilhão de desvalidos e injustiçados em todo o planeta, que recebem algum alivio para suas necessidades, carências e sofrimentos.

Entretanto, esta situação - de ajuda e amparo pontual - não é nova, é tão antiga como a própria desigualdade. É como se fosse uma válvula de escape, de alívio da pressão interna dos sistema dominante desigual, que paradoxalmente contribui para a sua própria manutenção.

A solução? Soluções têm sido tentadas ou pelo menos iniciativas ou medidas que equacionassem de uma vez por todas este quadro terminal de #desigualdade e injustiça. São as ideologias de orientação social ou socialista, que preconizam uma organização econômica e social que combata ou desmonte o modelo concentrador de bens e rendas, que independente de denominação, tem sido a tônica da organização econômica e social predominante desde sempre, embora se metamorfoseie e se “travista” de novidade, como o, hoje, neoliberalismo, quando pretensiosamente incorporou princípios do socialismo, com execução e/ou práticas pífias, como forma de tentar esvaziar o discurso ou proposta socialista em uma tentativa de autopreservação e perpetuação.

O fato é que a alternativa socialista em suas varias modalidades e vertentes, já passou , e passa, por seus momentos de laboratório, já que é inovadora como sujeito histórico, sobretudo a partir da segunda metade do século passado, mas, com honrosas exceções, ainda patina na luta pelo poder,  e já tendo passado sua forma revolucionária, agora, atua através do voto, com o desafio que e ó próprio oprimido, já alienado pelos mecanismos midiáticos, acabando por se converter em aliado e agente inconsciente de sua própria indigência, sobretudo em regimes tidos como democráticos.

Nas sociedades tradicionais o domínio colonial impôs um modelo “ocidental” que desestruturou as relações econômicas e sociais vigentes desde sempre.

Logo, a luta contra a #desigualdade é uma luta pela reconquista, ou melhor, construção das consciências, que só pode ser encaminhada através da educação, que subtraia o oprimido  dos mecanismos de alienação e manutenção dos “status quo” vigente.


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